7 de abril de 2009

Documentário: Annie Leibovitz - A life through a lens

Quem deseja conhecer um pouco mais de fotojornalismo precisa conhecer Annie Leibovitz. Nascida em 1949 em Waterbury, Connecticut, a fotógrafa pretendia fazer curso de pintura quando depois de uma viagem ao Japão com sua mãe começou a se interessar por fotografia.
A carreira de Annie ascendeu rapidamente.
Em 1970 impressionado com o portifólio da fotográfa, Jann Wenner foundador da Revista Rolling Stone, deu-lhe a oportunidade que mudaria de uma vez por toda a sua vida: fotografar John Lennon. A foto foi capa em 21 de janeiro de 1971 e dois anos depois Annie foi nomeada chefe de fotografia da revista.
Durante a sua vida e sua carreira, Annie Leibovitz, conheceu e ficou em contato com muitos cantores e bandas de rock, The Rolling Stones, Beatles, e muitas outras bandas famosas, foi durante essa fase de sua vida também, que começou a usar drogas e quase jogou fora uma carreira promissora.
Em 1980, Annie fez uma de suas mais brilhantes fotos. John Lennon nu abraçado à sua mulher Yoko Ono, horas depois o músico foi morto, mas a capa saiu e em 2005 ganhou o prêmio de melhor capa de revista dos últimos 40 anos.
Todas essas histórias são contadas em 90 minutos de um documentário maravilhoso e emocionante, cada minuto é traçado por depoimentos e ilustrações de tudo o que foi produzido em mais de 40 anos pela fotografa.
A responsável pelo documentário é sua irmã Barbara. Embora tenha nascido para ficar atrás das câmeras Annie quando entrevistada no filme consegue mostrar a delicadeza e sensibilidade que antes víamos apenas em suas fotos.
Annie não é uma mulher presa a ideologias, ou fechada. Isso fica claro, quando nos deparamos com a facilidade que tem ao fazer parte de cada cenário em que fotografa, ela fez história no mundo do rock, como fotografa da Rolling Stone, mudou-se para a Vanity Fair fazendo com que a publicação ganhasse mais destaque na mídia, mostrando o dia a dia de celebridades como Whoopi Goldberg e Julia Roberts. Cobriu a guerra da Bósnia e ainda faz capas maravilhosas para a Vogue, tudo isso sem perder a credibilidade e seu olhar clínico.
Sua filosofia de trabalho é de que só se pode capturar de verdade a essência de quem se fotografa quando você se torna parte dele, Mick Jagger ressalta que durante as viagens que faziam mal percebiam a presença da máquina fotográfica de Annie, pois ela se tornava tão comum que seu trabalho era quase imperceptível.
O documentário conta ainda com muitos depoimentos, como da ex-primeira dama dos Estados Unidos Hillary Clinton, a atriz Demi Moore que fora fotografada nua quando estava grávida, a editora da Vogue Anna Wintour e de Yoko Ono.
Filha de um pai militar, Annie era submetida a muitas mudanças e guardava cada uma delas com as lentes de sua câmera, fato indiscutivelmente influenciador de sua arte. Dona de uma visão refinada, ela conseguiu mostrar a alma de cada um dos fotografados, deixando transparecer a sensibilidade, a poesia, a beleza peculiar de cada um, sem julgar, mas fazendo um dos trabalhos mais belos dos últimos tempos.


A polêmica sempre fez parte do trabalho de Leibovitz.
Confira as fotos abaixo.


- sem dúvida o trabalho mais famoso de Annie Leibovitz. A foto foi tirada horas antes da morte de John Lennon, e acabou ganhando a capa da revista Rolling Stone. Detalhe: Só tinha o nome da revista e mais nada. Em 2005 ganhou o prêmio de melhor fotografia dos últimos 40 anos.



- Lembram da polêmica que gerou essa foto?
No ano das Olimpiadas a Vogue decidiu fazer um editorial de alguns atletas ao lado de tops famosas. O problema, é que essa foto lembra a cena em que o King Kong pega a mocinha. Preconceito Racial?



-Miley Cyrus, com apenas 15 anos fotografada nua.

- Whoopi Goldberg mergulhou nua em uma banheira de leite. Crítica ao racismo?


- Demi Moore grávida e nua na capa da Vanity Fair.

- família Cruise

- Michelle Obama para Vogue America

7 comentários:

Lily Zemuner disse...

A foto da Whoopi Goldberg é uma das coisas mais fantásticas que eu já vi. Contrastes tão simples podem nos causar imensa emoção, não? Amo fotografia, amo de paixão! Quero muito fazer um curso qq dia.

B-jo.

O Profeta disse...

As madrugadas na Ilha
São feitas de morna calmaria
A brisa dança no silêncio
Os pássaros dormem em harmonia

Uma valsa de bonança
O rodopio das águas de um ribeiro
As hortênsias pintam a terra de azul
Um sino solta o seu tocar primeiro



Boa Páscoa


Mágico beijo

CoisasdeMaria disse...

Vi este documentário o ano passado e realmente amei. Chorei bastante tb!! Recomendo para que ainda não assistiu.

Bjo

Bel sant anna disse...

o trabalho da annie é maravilhoso!sei que ela cobra muito caro e é muito exigente mas seu trabalho é raro como dos grandes mestres da fotografia que é um ramo que eu amo!

Paula Ferrary disse...

AMO esse documentário!!!
A luz que ela literalmente extrai naquele ensaio com Kirsten Dunst em Versailles é impressionante!!!!
E a explicação que ela dá para a filha sobre a morte é comovente e real ao mesmo tempo.Ela realmente é uma mulher fantástica!

Line disse...

Vonheço um pouco do trabalho dela e é muito bom mesmo.
Gosto bastabte de fotojornalismo mais ainda nçao entendo muito sobre o assunto, rs

BjoH

Aline Aimée disse...

Uau! Adoraria assistir a esse documentário! Tem pra alugar, vc sabe?

Beijo!